KUNG FU

Família Dani Chao Hu

 

Aulas regulares de Kung Fu
Arte Marcial Chinesa

Venham praticar Shen She Chuen Kung Fu, tradicional arte marcial chinesa!

Família Dani Chao Hu.
Núcleo de divulgação São Bernardo do Campo.
Responsável Leandro Assis Teixeira (Hu Yong Zheng).


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Uma antiga e tradicional arte, o Kung Fu desenvolve a capacidade de percepção, tanto corporal, como psíquica. Em sua abordagem técnica, estimula o indivíduo dentro do sistema, a alcançar patamares do desenvolvimento humano.

PUNHO DA SERPENTE SAGRADA

UM SISTEMA E O SEU HSIN FAH 神蛇拳術心法

心法 拳法

Kung fu (​功夫)​ , ​não possui em outro idioma, uma tradução que atenda o seu real significado, mas entendemos que, se refere ao desenvolvimento humano em todos os aspectos que envolvem a humanidade. Nos primórdios, quando ocorria a transmissão de uma arte, seja ela ​Wen (​文​), ​suaves, ou Wu (​武​), ​viris, ela ocorria através de Hsin te(​心得​),a​ “experiência”,e dos Fang fah(​方法​),​os”métodos”. Como passar do tempo, ocorreu o entendimento de “favorecer o favorável”, e isso gerou o princípio do Hsin fah (​心法​), o qual, o ideal de vivenciar é o mais importante para que a experiência ocorra.

Hoje, em razão das abordagens sobre o tema, alguns curiosos podem ser levados a entender que H​sin fah (心法)​, pertence a esta ou aquela escola ou família ​Kung fu (功夫), ​quando na verdade, este princípio começa a se manifestar durante a Dinastia T​ang (​唐朝 618-906)​ ,​ com o sexto patriarca do Budismo Chan (​禅​)​, o monge ​Hui Neng (​大鑒惠能​), ​e se estabelece com os Confucionistas durante a Dinastia S​ong (​宋朝​ 960-1279).

Neste princípio, o aprendizado passou a ser abordado através do H​sin fah:

心​ Hsin: ​Coração, mente, consciência.
法​ Fah: ​Lei, maneira, método.

Ou seja,​ Hsin fah (​心法​),​ o “método através da consciência”.

Ele ocorria por intermédio de:

心學​Hsin xue: A​ prendizado através de Hsin (​心)
理學​Li xue: A​ prendizado através das disciplinas ​(理)

Para a otimização deste processo de transmissão, surgiram então, os sistemas, o Hsi Tung (​系統​), o​ qual, coerente ao princípio do Tao (​道​)​, o processo gerará o efeito. Um sistema, tem o seu processo de transmissão, o qual chamamos de​ Jin Cheng (​進程)​ , ​o “avançar com referência”, no entanto, não tem a idéia de “induzir”, mas sim, de “conduzir” o praticante a uma vivência através da ambiência e da mobilização. Por isso, a tradição do Shi Tu (​師徒​)​, a relação de proximidade entre​ Shi Fu (​師父​) e​ ​Tu di (​徒弟)​ , ​se faz extremamente importante.

Uma das facetas que mais diferem um F​ong Ke ​(​風格)​ ​, um “estilo”, de um ​Chuen Shu (​拳術)​ , ​um “sistema”, é que o primeiro prioriza o “vivenciar”, enquanto o segundo, prioriza o “método”, e por essa razão, um “personaliza”, ao passo que o outro “generaliza”. Um sistema é diferente de método, pois não é linear como ele, pois não há uma meta a ser alcançada como o método geralmente indica. Um sistema tem várias vias, e ele permite que qualquer um possa exercê-lo, e desta forma, explorar o ​Kung fu q​ ue está dentro de nós.

Um C​huen Shu (​拳術​)​, um sistema, se desmembra em manifestações fundamentais, sendo elas:

Chuen fah (​拳法)​ ​O método dos punhos – Que abrange as habilidades corporais, as técnicas do sistema, e as manifestações viris.

Hsin fah (​心法​) O​ método do coração – Que abrange a percepção, a sensibilidade, o sensorial, e as manifestações suaves.

É comum, nas primeiras abordagens, diferenciar Wen (​文)​ e​ Wu (​武​)​, como “teoria” e “prática”, porém, isso ocorre para estabelecer um diálogo sobre o tema, uma vez que, no futuro se entenderá que na cultura tradicional chinesa isso não existe, pois, ambos se complementam, e se manifestam de acordo com a necessidade da situação estabelecida. É na compreensão deste equilíbrio que alcançamos um real desenvolvimento do ​Kung fu. ​Usando uma figura de linguagem para exemplificar a importância deste equilíbrio, vamos interpretar três praticantes de ​Kung fu d​ a seguinte maneira:

O Primeiro: Detém muita habilidade em Chuen Fah (​拳法​)​, mas pouco conhecimento de ​Hsin fah (​心法)​.
O segundo: Entende possuir muito conhecimento em ​Hsin fah (​心法​), ​mas pouca habilidade em​ Chuen Fah (​拳法)​.
O terceiro: Tem habilidades e conhecimentos medianos, tanto em Chuen fah (​拳 法)​ ​quanto em​ Hsin fah (​心法)​.

Para o pensamento clássico chinês, quem tem o ​Chuen shu (​拳術​)​, e consequentemente, o Kung fu (​功夫​) m​ ais amadurecido, seria o terceiro, pois existe um equilíbrio, e o processo de amadurecimento é mais sólido e coerente, independente de prazos, métodos e objetivos. Aos outros dois primeiros, seria constatado que eles detém um​ Kung Fu (​功夫)​ n​ ovo ou jovem.

É comum, ao acessar o aprendizado de uma técnica, não acontecerem as chamadas explicações sobre a execução do movimento no sentido de aplicação ou “para que serve”. Isso ocorre em razão de um instigar ao vivenciar primeiro o fenômeno, para depois, ir interpretando a medida da sua experiência.

O praticante vai acessando formas (​拳頭​)​, e os exercícios técnicos auxiliares, enfatizando a suavidade, o relaxar, e evitando o emprego da força demasiada. Com o tempo, ele começa a acessar o método de bastão ​(​棍法)​ ​, e em determinado momento, sente a necessidade de empregar a força para realizar alguma técnica específica de maneira eficaz. É quando o H​sin fah (​心法​)​, cobra o amadurecimento no sentido do seu ​Kung fu,​ instigando a avaliação correta para aquela situação, onde “empregar a força” e “otimizar a força” faz toda a diferença para a nossa estrutura ​(​樁形​),​ e consequentemente, a configuração (​ ​位形​). ​Sem a proximidade, a ambiência, e a mobilização que o H​sin fah ​propõe, certamente, a idéia de força prevalece, em razão de um objetivo determinado, e não do resultado do vivenciar. 

Os sistemas passam hoje por um grande desafio da vida contemporânea, uma vez que, se manifesta, principalmente, no que entendemos por “momento oportuno”, que é aquele momento, que naturalmente se estabelece a partir de uma convivência para que algo possa ser aprendido, de uma maneira tão natural, que o praticante não percebe que está aprendendo. Mas a nossa sociedade hoje, não tem olhos para o “momento oportuno”, ela é pautada no “momento programado”.

A arte do K​ung fu h​oje, se esforça através do Hsin fah,​ em transformar o momento programado em momento oportuno, para que ele não se limite a treinamento, e assim, entrar num processo de repetição mecânica, que irá tolher a experiência de um sistema de ​Kung fu ​como um todo.

Por Dani Hu (虎少修)

Kung fu se aprende com a convivência…

Dani Hu (虎少修)

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